terça-feira, 8 de janeiro de 2013

PARANAPANEMA: COMPOSIÇÃO DA MESA DIRETORA DECEPCIONA ELEITORES E LIDERANÇAS POLÍTICAS

Três dos sete novos vereadores contrariaram os apelos de expressivas lideranças políticas bem como de membros da sociedade civil do município que não compactuam com os desmandos administrativos e com a falta de decoro parlamentar que há décadas impera nessa Casa de Leis. Dois deles participando da composição da Mesa Diretora e o terceiro, na condição de “fiel da balança”, dando o voto de minerva.

O PV ELEGEU A MAIOR NÚMERO DE VEREADORES MAS FICOU FORA DA MESA DIRETORA

Com três vereadores eleitos em 2012 o Partido Verde (PV) tornou-se a maior bancada do Legislativo Municipal de Paranapanema na atual legislatura, porem, ficou fora da composição da Mesa Diretora. O agravante nessa história é que, o autor do voto de minerva que elegeu a chapa oposicionista pode ter sido um vereador da legenda governista. A segunda chapa concorrente era composta por dois integrantes do Partido Verde (PV) e dois do Partido da república (PR). Neste quadro, um produtor Rural, um empresário paulista bem sucedido, um ex-vereador que conta com uma folha de serviço prestada à comunidade, e um ilustre Operador do Direito. Enquanto que a Mesa Diretora restou composta por um membro apoiado por um ex-prefeito recordista municipal de condenações por improbidade administrativa, um parlamentar envolvido em vários escândalos, e também réu em duas Ações Civis Públicas. Para completar seu currículo pouco lisonjeiro, ainda responde a uma Ação Popular por improbidade administrativa. Completando o quarteto diretor, um vereador suspeito de ter sido funcionário fantasma na gestão anterior e um vereador sem experiência administrativa em seu currículo, e que se posicionou contra abertura de um processo de investigação sobre denúncia de falcatruas na Câmara Municipal, na legislatura 2009/2010. Alem de não contribuir para o resgate da moralidade no legislativo paranapanemense, o voto de minerva contribuiu para eleger os oposicionistas, e ainda poderá causar sérios transtornos para a gestão do prefeito Marcio Faber (PV). Alem de assumir um município praticamente falido o alcaide provavelmente terá que administrar eventuais conflitos de uma oposição sistemática no legislativo.

O "INFIEL DA BALANÇA"

O voto de minerva alçou ao comando da Mesa Diretora para o biênio 2013/2014, os dois únicos vereadores reeleitos cuja atuação parlamentar na gestão 2009/2012, deixou muito a desejar. - Integraram a base aliada que deu sustentação para o governo que malbaratou os cofres públicos, abandonou o gabinete 4 meses antes do término do mandato, e instalou o caos no município. - Integraram a “tropa de choque” que impediu a instalação de uma Comissão de Investigação (CI) para apurar denúncias de improbidade administrativa e desvio de recursos públicos na Câmara Municipal. - Embora contando com dois contadores formados no quadro de servidores concursados do Legislativo, a presidência contratou um contador de outra cidade que responde a vários processos por improbidade administrativa. - Apesar de o município dispor de mais de 20 ilustres Operadores do Direito, o então presidente do Legislativo contratou um advogado de outra cidade, que responde a processos em vários municípios, inclusive em Paranapanema, por improbidade administrativa. - Desnudados pela denúncia na imprensa, o presidente da Casa de Leis rescindiu o contrato de prestação de serviço do advogado, e em seguida contratou uma firma de cobrança do mesmo advogado para prestar serviços de assessoria jurídica. Esse fato tornou-se objeto de mais um processo investigatório instaurado pela Promotoria de Justiça de Paranapanema.